Geração de emprego em 2020 cai pela metade após revisão

O Governo federal divulgou dados errados da geração de emprego em 2020. O Ministério do Trabalho e Previdência fez a revisão e as vagas de carteira assinada em 2020 caíram quase 50%.
No início deste ano, foi anunciado que o Brasil tinha gerado 142.690 empregos com carteira assinada no ano passado, segundo os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Na época, o Ministério do Trabalho era uma secretaria dentro do Ministério da Economia e o ministro Paulo Guedes comemorou o resultado como uma “grande notícia”.
Em julho deste ano, o Ministério do Trabalho e Previdência foi recriado e revisou os dados de 2020 que foram divulgados em setembro.
Por meio de nota, o ministério informou a causa da diferença nos números de 2020. Ocorreu um aumento no número de declarações de contratação e demissão que foram realizadas fora do prazo pelas empresas e que essa alta foi provocada pelo processo de transição das declarações para o eSocial.
“A diferença no saldo da última atualização dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) reflete, na verdade, uma mudança no resultado bruto de admissões e demissões – apenas 3,6% de demissões a mais do que o informado no fim de 2020 e 1,8% de admissões a mais do que o informado no fim de 2020. Essa pequena diferença se deve a declarações realizadas fora do prazo pelas empresas declarantes”, informa a nota.
“Tradicionalmente, os dados do Caged podem ser atualizados até 12 meses após a data de realização da movimentação (admissão ou demissão). A entrada de dados fora do prazo acontece quando as empresas declaram as informações de admissão e demissão após a competência em que a movimentação se realizou. A possibilidade de realizar esse tipo de declaração já existia no antigo Caged, havendo uma ocorrência um pouco maior neste momento devido ao processo de transição para a declaração via eSocial, que ocorreu para um número significativo de empresas ao longo de 2021”, continua o Ministério do Trabalho e Previdência.
Repercussão na internet
Nas redes sociais a repercussão da revisão dos dados virou um prato cheio para que o governo fosse críticado.
Guilherme Boulos – VERGONHA! O governo Bolsonaro distorce dados sobre geração de empregos no país. Após revisão do Novo Caged, número de vagas criadas caiu pela metade! Paulo Guedes é um farsante!
Orlando Silva – deputado federa – ATENÇÃO!!! Lembram dos números do Caged de 2020, mágica pela qual o governo comemorava saldo de 142 mil empregos no ano? Então, era SIMPLESMENTE MENTIRA!
Uma revisão dos números mostrou que as vagas criadas foram menos da metade do que o informado.
Bolsonaro e Guedes mentem!
Confira a nota do Ministério do Trabalho na íntegra:
O Ministério do Trabalho e Previdência esclarece que a diferença no saldo da última atualização dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) reflete, na verdade, uma mudança no resultado bruto de admissões e demissões – apenas 3,6% de demissões a mais do que o informado no fim de 2020 e 1,8% de admissões a mais do que o informado no fim de 2020. Essa pequena diferença se deve a declarações realizadas fora do prazo pelas empresas declarantes.
Ressaltamos que, mesmo com a mencionada revisão, o saldo do Caged de 2020 se mantém positivo, em que pese o pior momento da pandemia da Covid 19. Este ano, o Brasil já registra saldo de mais de 2,5 milhões de empregos formais.
Tradicionalmente, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) podem ser atualizados até 12 meses após a data de realização da movimentação (admissão ou demissão). A entrada de dados fora do prazo acontece quando as empresas declaram as informações de admissão e demissão após a competência em que a movimentação se realizou. A possibilidade de realizar esse tipo de declaração já existia no antigo Caged, havendo uma ocorrência um pouco maior neste momento devido ao processo de transição para a declaração via eSocial, que ocorreu para um número significativo de empresas ao longo de 2021.
Reforçamos que os dados anunciados são reais e obedecem às informações declaradas pelas empresas, podendo ser ajustados para 2020 até o final de 2021. Todos os meses esses dados são atualizados e disponibilizados de forma transparente no painel público do Caged.
com informações do G1